A GeForce GTX 1650 Super é uma placa de entrada que melhora alguns aspectos da versão não-super, principalmente por contar com alimentação via MOLEX e não pelo próprio slot PCIe. Essa pequena diferença de projeto consegue garantir ganhos que dão ao modelo de dezembro de 2019 uma longevidade maior.

Considerando o cenário do mercado de GPUs, o Tecmundo preparou uma análise sobre como a GTX 1650 Super se posiciona atualmente, já que o modelo ainda é consideravelmente fácil de ser encontrado tanto de segunda mão quanto em revendedoras oficiais por preços menos inflados que outras placas do segmento.

Especificações da GeForce GTX 1650 Super

  • Núcleos NVIDIA CUDA: 1280
  • Boost Clock (MHz): 1725
  • Clock básico (MHz): 1530
  • Velocidade da memória: 12 Gbps
  • Memória:  4GB de GDDR6
  • Interface de memória: 128 bits
  • Largura de banda da memória (GB/seg): 192
  • Ray Tracing (Hardware): Não
  • NVIDIA G-SYNC: Sim
  • Drivers Game Ready: Sim
  • Microsoft DirectX 12 API, Vulkan API, OpenGL 4.6: Sim
  • DisplayPort 1.4a, HDMI 2.0b (2): Sim
  • HDCP 2.2: Sim
  • NVIDIA GPU Boost: Sim
  • VR Ready: Sim
  • Projetada para USB Type-C e VirtualLink: Não
  • NVIDIA Encoder (NVENC): Sim (Turing)

GTX 1650 Super traz arquitetura Turing e memórias GDDR6, mas sem Ray Tracing e DLSSGTX 1650 Super traz arquitetura Turing e memórias GDDR6, mas sem Ray Tracing e DLSSFonte:  Nvidia 

A principal vantagem da série GeForce GTX 16 sobre a geração anterior é a arquitetura Turing, e mesmo modelos inferiores, como as GTX 1650 padrão, oferecem um ganho de desempenho de aproximadamente 40%. Isso posiciona a linha como uma excelente opção de entrada, especialmente em setups modestos.

Comparativo no segmento de entrada

Apesar de contar com apenas 4GB de VRAM, a GTX 1650 Super utiliza memórias GDDR6 com largura de banda de 192 GB/s e frequência em operação de até 12 GHz. Comparando com os 128 GB/s e 8 GHz do modelo padrão, isso representa um salto considerável por, inicialmente, apenas US$ 159, uma diferença de US$ 10.

Arquiteturas Turing vs Pascal

A série GTX 1600 não conta com núcleos RT ou Tensor, sendo assim, as principais funções de Ray Tracing e DLSS não estão presentes via hardware em nenhuma placa dessa linha. Ainda assim, a nova microarquitetura oferece um bom incremento, de maneira geral, em relação aos produtos baseados em Pascal.

O desempenho da GPU em testes sintéticos se reflete também em situações de uso real, com a GTX 1650S ficando atrás apenas das placas Pascal GTX 1070. Rodando jogos em 1080p, o resultado acaba fincado próximo inclusive das GTX 1660.

GTX 1650 Super tem performance para ser a melhor opção em FullHD em condições normais de mercadoGTX 1650 Super tem performance para ser a melhor opção em FullHD em condições normais de mercadoFonte:  Techspot 

Como o projeto foi pensado justamente para jogos em FullHD, em condições normais de mercado, isso faria com que a versão turbinada da placa situasse os modelos com 6 GB, tanto das GTX 10 quanto das GTX 16, como opções apenas para jogar em QuadHD.

Nvidia vs AMD

Quando comparamos com as placas da concorrente, a situação fica ainda mais favorável para a GPU equipada com memórias GDDR6. A Nvidia conseguiu fazer uma migração de arquitetura mantendo faixas de preço competitivas.

Modelo tem desempenho similar a modelos AMD antigos, mas bem mais carosModelo tem desempenho similar a produtos AMD antigos, mas bem mais carosFonte:  Benchmarks.ul 

A AMD, por sua vez, ignorou o segmento de entrada nas placas RX Vega. Além disso, quando introduziu as Radeon RX 5000, a empresa subiu consideravelmente o preço dos modelos mais simples.

Isso faz com que as GTX briguem apenas entre si na faixa de preço até R$ 2 mil atualmente. Os modelos AMD que conseguiam fazer frente a 1650S, até a chegada das Radeon RX 6500 XT, acabavam sendo placas intermediárias e topo de linha RX 500 Polaris.

A GTX 1650 Super vale a pena em 2022?

A memória limitada a 4GB faz com que a placa não seja uma boa opção para mineradores, sendo possível encontrar modelos novos custando menos de R$ 2 mil. Além disso, a arquitetura Turing oferece uma vantagem considerável em relação a placas de vídeo mais antigas, apesar de não oferecer Ray-Tracing e DLSS.

Sendo assim, para usuários com placas antigas ou que estão montando um setup do zero, dependendo do preço, o modelo pode ser uma opção interessante para evitar GPUs de segunda mão.

Entretanto, para quem já possui placas GTX 1070, RX 580 ou superiores e buscam tecnologias mais novas, a melhor alternativa talvez seja buscar modelos RTX e RX 5000/6000 usados, ou as recém-lançadas RTX 3050 e RX 6500 XT, garantindo pelo menos o suporte às ferramentas de DLSS e AMD FidelityFX com mais otimizações.





Olhar Digital