Os rumores de que o Conselho de Administração do Twitter está próximo de chegar um acordo com Elon Musk sobre a aquisição da plataforma movimentou o mercado de investimentos nessa segunda-feira (25). O Wall Street Journal divulgou que o negócio poderia ser finalizado antes do fechamento do mercado.

Mesmo sem a confirmação do acordo para a compra da rede social, as ações do Twitter subiram 6%, alcançando um preço máximo de US$ 52,29 (R$ 256,92) na bolsa de Nova York (NYSE), enquanto a cotação da Dogecoin, que faz parte da carteira do bilionário, disparou mais de 10%, chegando a US$ 0,15 (R$ 0,74).

A bolsa de valores brasileira acompanhou o movimento de alta. As Brazilian Depositary Receipt (BDRs) do Twitter (TWTR34), que representam as ações da empresa americana no mercado nacional, também subiram mais de 10%, atingindo o valor de R$ 128,51 na B3.

Negociação de compra do Twitter

(Fonte: Wikimedia Commons/JD Lasica/Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons/JD Lasica/Reprodução)Fonte:  Wikimedia Commons/JD Lasica/Reprodução 

No início de abril, Musk ofereceu cerca de US$ 43 bilhões (R$ 210 bilhões) para comprar o Twitter e fechar o capital da empresa, após adquirir 9% da companhia. Cada acionista receberia US$ 54,20 por ação, um valor que está acima da cotação máxima da companhia na bolsa.

Inicialmente, o Conselho de Administração da rede social rejeitou a proposta, inclusive fez uso de um mecanismo chamado de “pílula de veneno” (“poison pill”), destinado a espantar compradores hostis. A estratégia aumenta o número de ações emitidas, diluindo a participação do possível comprador.

Entretanto, no domingo (24/04), houve uma reviravolta. O conselho do Twitter se reuniu para discutir o plano de financiamento de Musk, que garantiu o financiamento de US$ 46,5 bilhões para completar a operação. Veículos importantes, como Bloomberg, Reuters e New York Times confirmaram as informações do início dessa segunda-feira.



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