Toda semana, o TecMundo e o #AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar o conhecimento dessa ciência que é a mais antiga de todas!

#1: Lixo espacial no Brasil

No dia 16 de março deste ano, um casal encontrou no terreno de sua propriedade rural um objeto muito estranho e inteiramente incomum: uma enorme peça de metal retorcido, com cerca de quatro metros de comprimento. Ela foi localizada na cidade de São Mateus do Sul, no estado do Paraná, e levantou de imediato um mistério acerca de sua origem.

A peça foi, então, encaminhada para especialistas da Agência Espacial Brasileira (AEB) que divulgou ontem (02/06) os resultados da análise: a estrutura é muito provavelmente um detrito do foguete Falcon 9 da SpaceX, pertencente ao bilionário Elon Musk. O objeto estava em órbita desde 2015, quando o Falcon 9 foi lançado ao espaço e ficou sem combustível para retornar à superfície terrestre. Desde então, parte dos seus detritos decaíram para órbitas cada vez mais baixas até entrarem novamente na atmosfera.

Os especialistas da AEB e também da BRAMON (Rede Brasileira de Observação de Meteoros) acreditam que o objeto seja parte da tubeira do motor do foguete, feito com uma liga metálica de titânio e nióbio e, por isso, resistente à altíssimas temperaturas.

#2: A vizinhança galáctica da Via Láctea

Se considerarmos escalas astronômicas na nossa medição de distâncias, poucas coisas te farão se sentir solitário. Isso porque, mesmo os corpos individuais – como estrelas, planetas e galáxias – que estão separados por milhões, bilhões e até trilhões de quilômetros, estão próximos de alguma coisa em escalas maiores.

A estrela mais próxima do Sol, por exemplo, está a cerca de 4,2 anos-luz de distância. Se considerarmos escalas ainda maiores, como por exemplo tamanhos e distâncias intergalácticas, esse valor, embora se torne bem mais impressionante, ainda é pequeno comparado a alguma outra distância.

Com nossa galáxia, a Via Láctea, acontece o mesmo. Solitária, se observada individualmente, ela apresenta inúmeras companheiras vizinhas, presentes na mesma região de influência gravitacional no Universo, chamada de Grupo Local. O Grupo Local é composto por 54 galáxias que incluem as famosas galáxias de Andrômeda e a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães. Todas essas galáxias conjuntas cobrem cerca de 10 milhões de anos-luz de diâmetro e fazem parte de uma estrutura ainda maior, chamada de Superaglomerado de Virgem!

#3: Um par binário

A um primeiro olhar, Beta Cygni é uma única estrela brilhante na constelação do Cisne que pode ser vista a olho nu. Afastada cerca de 420 anos-luz de distância do Sistema Solar, basta uma visão mais detalhada através da ocular de um pequeno telescópio e ela mostrará o que tem escondida: uma outra estrela próxima, que faz dela um belíssimo par binário (ao menos em hipótese, já que podem ser também um par óptico, isto é, que estão próximas apenas pela perspectiva visual do observador).

Por essa razão, Beta Cygni também é conhecida como Albireo AB para indicar a presença das duas estrelas que a constituem. A imagem acima acentua a diferença de cor de ambas estrelas e as dispõem junto com o espectro visível associado a essa luz estelar.

A partir desses espectros, é possível inferir que Albireo A apresenta as características típicas de uma estrela gigante do tipo K, mais fria que o Sol. Albireo B, por sua vez, tem o espectro de uma estrela da sequência principal muito mais quente que o Sol!

#4: Por que o pôr-do-Sol costuma ser avermelhado?

Todos nós, ao menos uma vez na vida, já vimos o Sol se pôr ou nascer na linha do horizonte. Como sabemos, esses espetáculos belíssimos são acompanhados por luzes típicas no céu em tons de vermelho e laranja.

Mas você sabe por que isso acontece?

Essa resposta vem do fenômeno físico conhecido como espalhamento Rayleigh e eis o porquê: Durante o início e o fim do dia, o Sol está muito baixo no céu, bem próximo da linha do horizonte, o que significa que a luz emitida por ele viaja por uma quantidade muito mais espessa de atmosfera até chegar aos nossos olhos.

Como a luz azul é espalhada mais fortemente pela atmosfera, ela tende a ser espalhada várias vezes e desviada em outras direções antes de chegar até nós. Isso significa que há relativamente mais tons de cor amarela, laranja e vermelha para vermos!

#5: Um mosaico de meteoros!

A entrada de meteoros na atmosfera da Terra, que gera as populares estrelas cadentes, não são eventos incomuns. Muito pelo contrário: a cada dia, a Terra é bombardeada por centenas de toneladas de detritos interplanetários e rochas espaciais que vagam pelo nosso Sistema Solar.

A imagem acima apresenta um belíssimo mosaico composto por uma série de fotografias registradas pela NASA de uma chuva de meteoros que ocorreu entre os meses de Abril e Maio de 2013. Essa chuva, conhecida por Eta Aquáridas, é provocada pelos detritos espaciais deixados pela passagem do cometa Halley!





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