Um estudo publicado por cientistas chineses no dia 11 de junho demonstrou o desenvolvimento de uma opção possível para que seres humanos consigam controlar objetos com a mente. O poder, hoje restrito a personagens de filmes e séries, como a Eleven – vivida pela atriz Millie Bobby Brown em Stranger Thingspode ser viabilizado com o uso de compostos chamados metamateriais.

Os metamateriais fazem parte de um campo de estudo que trabalha com materiais artificiais, cujas propriedades não são encontradas na natureza. As partículas que constituem esse compósito devem ser pequenas o bastante para interagir com uma onda magnética, ou as ondas é que devem ser grandes em relação às metapartículas.

Uma das aplicações desses materiais – as metasuperfícies programáveis emergentes (PM na sigla em inglês) – emprega tecnologias de coleta de sinais cerebrais através de fios conectados aos usuários e controladas manualmente. O novo estudo propõe o novo conceito de “metassuperfície controlada remotamente por meio de ondas cerebrais (RMCM)”, coletadas em tempo real, e transmitidas sem fio, diretamente do usuário.

Como os cientistas criaram metassuperfícies controladas por telecinesia?

Fonte: Ruichao Zhu/eLight/DivulgaçãoFonte: Ruichao Zhu/eLight/DivulgaçãoFonte:  Ruichao Zhu/eLight 

Em seu experimento, os pesquisadores conseguiram manipular as ondas cerebrais humanas e transmiti-las à unidade de controle microprogramada (MCU), via bluetooth. O objetivo final era usar ondas cerebrais do sujeito de teste para controlar a respostas das ondas eletromagnéticas a PMs, mas o resultado foi que o usuário controlava, por si, o padrão de dispersão.

Os resultados simulados e de teste mostraram que as ondas cerebrais do usuário não apenas controlavam efetivamente o resultado, como forneciam uma taxa de controle e de comutação bem melhores. Isso é uma prova de que o modelo desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade de Engenharia da Força Aérea da China e da Universidade Nacional de Singapura é mais avançado que qualquer produto existente no mundo hoje.

Além de ajustes no design para melhorar a precisão dos equipamentos, os pesquisadores pretendem agora combinar esse novo modelo com algoritmos inteligentes, para torná-lo ainda mais preciso e eficiente. Entre as aplicações para a nova tecnologia, estão serviços de comunicação 5G ou 6G, setor de saúde e sensores inteligente, entre outras.

ARTIGO eLight – DOI: 10.1186/s43593-022-00016-0.



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