Toda semana, o TecMundo e o #AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar o conhecimento dessa ciência que é a mais antiga de todas!

#1: Esse é o lugar mais distante de tudo no planeta

Quer ficar longe de tudo e de todos nas suas próximas férias? Você não poderia fazer uma escolha melhor de um lugar do que o Ponto Nemo!

Localizado no meio do Oceano Pacífico e chamado oficialmente de Ponto de Inacessibilidade do Pacífico, a região ficou popularmente conhecida como Ponto Nemo por uma homenagem ao famoso marinheiro submarino do romance de Júlio Verne, Vinte Mil Léguas Submarinas. Sua localização encontra-se nas coordenadas 48°52,6’S 123°23,6’W e ele está a uma distância média de aproximadamente 2.800 quilômetros de qualquer porção de terra no planeta! As massas de terra mais próximas da região são uma das Ilhas Pitcairn ao norte, uma das Ilhas de Páscoa a nordeste e uma ilha ao largo da costa da Antártida ao sul.

A localização é tão isolada e as pessoas estão tão distantes dele que os seres humanos mais próximos do Ponto Nemo nem estão na Terra: os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional estão a cerca de 408 quilômetros da superfície da Terra a qualquer momento e, quando eles orbitam sobre a região, se tornam os seres humanos mais próximos de lá.

Além disso, devido ao fato de que praticamente não há vida no local, humana, animal ou vegetal, algumas agências espaciais russas e europeias costumam usar o Ponto Nemo como cemitério espacial para seus fragmentos de satélites e de foguetes.

#2: O retrato de uma noite em família!

O belíssimo registro acima foi feito pela equipe do Projeto Céu Profundo, uma iniciativa colaborativa de divulgação e educação científica voltada para a Astronomia e projetos científicos cidadãos. Ele mostra todos os planetas do Sistema Solar, com exceção de Saturno: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Urano e Netuno. A Terra, é claro, está representada pela superfície.

Todos os planetas na foto estão praticamente alinhados e isto não é uma coincidência. Isso ocorre porque todos os planetas orbitam o Sol em um plano quase igual, chamado de plano da eclíptica. Quando vistos de dentro desse plano, como acontece para a nossa observação, por exemplo, todos os planetas parecem confinados a uma única faixa.

É uma coincidência, porém, quando vários dos planetas mais brilhantes aparecem quase na mesma direção e foi justamente essa a coincidência capturada na fotografia acima: estão em destaque os seis planetas e a Lua junto a uma miríade de estrelas!

A fotografia foi feita no último dia 25 na cidade de São José dos Campos.

#3: Como é o fim da vida das maiores estrelas do Universo?

Todas as estrelas morrem quando seu combustível nuclear se esgota, porém, os eventos que ocorrem no final da vida de uma estrela estão diretamente vinculados à sua massa.

Estrelas de tamanho médio, mais ou menos até cerca de 1,4 vezes a massa do nosso Sol, morrem de uma forma bela, porém, não tão dramática quanto estrelas maiores. Para o caso dessas estrelas, tal qual o nossos Sol, à medida que seu hidrogênio é usado, elas incham para se tornarem gigantes vermelhas, fundindo hélio em seus núcleos, antes de derramar suas camadas externas e formar, muitas vezes, aquilo que chamamos de nebulosa planetária. O núcleo da estrela permanece como uma “anã branca”, que esfria ao longo de bilhões e bilhões de anos.

Já as estrelas muito massivas consomem seu combustível de hidrogênio rapidamente, mas são quentes o suficiente para fundir elementos mais pesados, como hélio e carbono. Uma vez que não há mais combustível, a estrela colapsa e as camadas externas explodem como uma “supernova”. O que sobra após uma explosão de supernova é uma estrela de nêutrons, que é o núcleo colapsado da estrela ou, se a estrela tiver massa suficiente, um buraco negro.

Esse é o cenário clássico da evolução estelar, porém, estudos recentes indicam outras possibilidades para o final de vida desses titãs onde a ejeção da massa estelar ocorre de modo distinto a uma supernova “tradicional”.

#4: Um congestionamento estelar

A estrutura do braço espiral das galáxias espirais pode ser explicada pelo conceito de ondas de densidade, em o padrão espiral dos braços gira em uma determinada frequência angular (velocidade padrão), enquanto as estrelas no disco galáctico estão orbitando em uma velocidade diferente, dependendo de sua distância ao centro da galáxia.

Desse modo, os braços de uma galáxia espiral, constituídos por áreas de maior densidade, são semelhantes a um engarrafamento em uma rodovia: os carros passam pelo congestionamento, a densidade de carros aumenta no meio dele, ao passo que o fluxo total do movimento dos carros, isto é, o engarrafamento em si, se move mais lentamente.

#5: Quão grande é a Galáxia de Andrômeda no céu?

A enorme e belíssima galáxia espiral Andrômeda (também conhecida como M31) está a apenas 2,5 milhões de anos-luz de distância de nós e é outra galáxia espiral mais próxima da Via Láctea.

Andrômeda é visível a olho nu como uma mancha pequena, fraca e difusa, mas como seu brilho superficial é tão baixo, observadores casuais não podem apreciar a impressionante extensão da galáxia no céu do planeta Terra. Para efeito de comparação, Andrômeda é cerca de 6 vezes maior que a Lua Cheia no céu noturno!





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