Os preços dos carros da Tesla nos Estados Unidos foram reajustados em junho, chegando a um acréscimo superior a 5%, em alguns casos. A mudança desagradou aos consumidores, mas a situação pode ser revista pela montadora, desde que a economia norte-americana ajude, conforme apontou o CEO da empresa Elon Musk nesta sexta-feira (15).

Em resposta a um seguidor no Twitter, que o questionava sobre estratégias da fabricante para reduzir os valores dos carros elétricos “após a pandemia” e a diminuição dos problemas na cadeia de suprimentos, o bilionário mencionou a situação do país. No mês passado, o índice de preços ao consumidor bateu um recorde de 40 anos, subindo 9,1%.

“Se a inflação se acalmar, podemos baixar os preços dos carros”, comentou Musk, sem fornecer maiores detalhes. Vale lembrar que ele já vinha citando a inflação em vários tweets desde o início do ano, dando indícios de que os veículos produzidos pela Tesla estavam prestes a custar mais caro.

O momento econômico vivido no mercado norte-americano e em outros países também foi apontado por ele como o motivo principal para a demissão de 10% dos funcionários da montadora. Comentando sobre a “alta possibilidade de recessão nos EUA”, o executivo sugeriu ainda a paralisação das contratações nas fábricas da Tesla.

Elétricos não tão acessíveis

O aumento de preços dos carros da Tesla, que também aconteceu na China, deixa a proposta da startup, de tornar acessíveis os veículos eletrificados, cada vez mais distante. Reajustes recorrentes têm sido feitos pela marca desde o início de 2021, justificados pela crise relacionada à pandemia do novo coronavírus.

Nesta última mudança, a segunda em 2022, alguns modelos ficaram US$ 6 mil mais caros, o equivalente a um acréscimo de R$ 32,4 mil, pela cotação de hoje. É o caso da versão Model X Dual Motor All Wheel Drive, que passou de US$ 114.990 (R$ 621,3 mil) para US$ 120.990 (R$ 653,8 mil).





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