Na quarta-feira (27), a agência antitruste do governo russo, Serviço Federal Antimonopólio (FAS), anunciou a aplicação de uma multa de 2 bilhões de rublos – cerca de R$ 182 milhões – ao Google. Segundo o processo, a gigante de tecnologia norte-americana estaria exercendo monopólio na hospedagem de vídeos no país através do YouTube.

De acordo com o site GizChina, além da acusação de monopólio, outro órgão do governo de Moscou, o Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa, afirmou no mês passado que o YouTube estava deliberadamente espalhando desinformação no país.

Segundo o órgão de vigilância estatal de comunicações da Rússia, a plataforma americana “também permite a disseminação de visões extremistas e chamou as crianças para participar de protestos não autorizados”. Por trás do pomposo discurso oficial, o que se sabe é que a multa envolve retaliação estatal contra a postura oficial do Google que tem apoiado as restrições ocidentais aos serviços russos após a invasão da Ucrânia.

O que diz o Google?

Fonte: Google/Reprodução.Fonte: Google/Reprodução.Fonte:  Google 

Talvez porque, embora bilionária na Rússia, a sanção represente muito pouco quando comparada às aplicadas por agências reguladoras dos EUA e Europa, o Google limitou-se a uma declaração muito vaga. “Vamos estudar essa decisão cuidadosamente antes de determinar nossos próximos passos”, manifestou-se a Big Tech em nota. A FAS informou que a multa terá que ser paga em dois meses.

Na semana passada, o Google já havia sido multado em 21,8 bilhões de rublos por não remover e não corrigir “conteúdo ilegal”. Essa história de conteúdo ilegal já é antiga, tanto que, em 2021, bem antes da guerra com a Ucrânia, um tribunal de Moscou já havia multado a empresa americana pelo mesmo motivo. Porém, com o passar dos anos, as sanções vêm crescendo de valor.



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