Máscara fashion: além de vender, lojas fazem doações para hospitais e profissionais de saúde | Pop & Arte

Máscara fashion: além de vender, lojas fazem doações para hospitais e profissionais de saúde | Pop & Arte


Na tentativa de trazer mais cor e alegria neste período de quarentena, lojas estão produzindo máscaras de tecido com estampas para venda online, mas também fazem doações para hospitais, pacientes e profissionais de atividades essenciais.

A recomendação para quem trata pacientes com coronavírus é a máscara N95, mas o foco das doações são os demais setores da saúde e pessoas comuns.

O uso das máscaras diminui a chance de contágio pelo novo coronavírus, segundo especialistas. A recomendação já havia sido feita pelo Ministério da Saúde e pela OMS, ainda que com ressalvas.

Uso de máscara é importante para diminuir a probabilidade de contágio

Uso de máscara é importante para diminuir a probabilidade de contágio

A loja de decoração infantil Mooui está usando retalhos de tecidos estampados e a mão de obra de costureiras da marca para confeccionar o produto.

“Nossas máscaras atendem áreas que também precisam se proteger, como a maternidade, em hospitais que enfrentam algum tipo de desabastecimento das descartáveis”, explica Thais Carballal, diretora criativa da empresa de Londrina, no Paraná.

Máscaras da Mooui servem em crianças a partir de 4 anos — Foto: Divulgação/MoouiMáscaras da Mooui servem em crianças a partir de 4 anos — Foto: Divulgação/Mooui

Máscaras da Mooui servem em crianças a partir de 4 anos — Foto: Divulgação/Mooui

Tudo começou com o intuito de doar para um hospital da região, mas a alta procura motivou também a venda direta no site. Um kit com três máscaras custa R$ 30 e há um limite de quatro kits por pedida. O lucro é revertido em doações para hospitais.

“É um jeito da gente colocar um pouquinho de cor nesse momento obscuro que a gente está passando”, afirma Thais.

A loja já doou 2.000 máscaras para hospitais de todo o país em duas semanas e vendeu 1.500 unidades. O molde também foi disponibilizado no site da marca para quiser fazer em casa.

A cada máscara vendida na loja gaúcha MiniDini, outra é doada para entidades e profissionais de serviços essenciais da região — Foto: Divulgação/MiniDiniA cada máscara vendida na loja gaúcha MiniDini, outra é doada para entidades e profissionais de serviços essenciais da região — Foto: Divulgação/MiniDini

A cada máscara vendida na loja gaúcha MiniDini, outra é doada para entidades e profissionais de serviços essenciais da região — Foto: Divulgação/MiniDini

A empresa gaúcha MiniDini parou toda a produção de acessórios inteligentes infantis e focou em máscaras de tecidos nesta quarentena.

Para cada unidade vendida, outra é doada para setores públicos que precisam de proteção. Unidades Básicas de Saúde, Polícia Civil e Brigada Militar de Pelotas estão entre as entidades que receberam doações.

“A sensação é que quanto mais a gente doa, mais a gente recebe”, afirma Fernanda Bortolini, uma das sócias da empresa.

Além das máscaras para adulto, ela também desenvolveu no tamanho infantil e vende por R$ 10 no site. “Muitas mães nos falaram que não queriam usar máscara, mas quando viram as estampas gostaram da ideia”, explica.

Além da questão social, a iniciativa superou o faturamento da empresa com mais de 3000 unidades de máscaras vendidas. “Tínhamos preocupação de manter a roda girando”, afirma.

Ateliê La Pièce doa máscaras infantis para pacientes do hospital Pró-Cardíaco em Botafogo, no Rio — Foto: Divulgação/La PieceAteliê La Pièce doa máscaras infantis para pacientes do hospital Pró-Cardíaco em Botafogo, no Rio — Foto: Divulgação/La Piece

Ateliê La Pièce doa máscaras infantis para pacientes do hospital Pró-Cardíaco em Botafogo, no Rio — Foto: Divulgação/La Piece

Já o ateliê de roupas femininas La Pièce do Rio de Janeiro concentrou suas doações no projeto Pró-Criança Cardíaca, uma instituição médica sem fins lucrativos que atende crianças carentes em Botafogo.

Na compra de uma máscara, vendida por R$ 12 no Instagram da marca, outra é doada na campanha “Proteção Solidária”. Cada paciente recebe um kit de máscaras estampadas para uso pessoal e para seu acompanhante também.

“É muito gratificante quando a gente recebe uma foto da pessoa usando”, conta Márcia Cristina Saint Martin, uma das sócias do La Pièce.

“A cor traz alegria em um ambiente tão pesado e triste, quebra um pouco o clima do hospital”, afirma.

Mais de 800 unidades já foram produzidas com tecidos que a marca já possuía. Como as máscaras são laváveis, a produção que sobrar no Pró-Criança será destinada para outras instituições que estejam precisando.





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